Episódio

Harmonia

Ouça as peças de quatro compositores célebres

Esta edição traz obras de Richard Wagner, Igor Stravinsky, Vaughan Williams e Frederick Delius

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O Harmonia desta quarta-feira (9) dedica-se ao compositor alemão Richard Wagner, ao russo Igor Stravinsky e aos ingleses Vaughan Williams e Frederick Delius.    

Ouça, a partir das 20h, no player abaixo:

Iniciamos o Harmonia com o Prelúdio e Morte de Amor, da Ópera Tristão e Isolda, de Richard Wagner, que estreou em Munique em 1865. Tristao e Isolda foi aclamada por compositores, como Debussy e Schoenberg como um marco pelas inovações e por anunciar, com ousadia, os caminhos que a música de concerto ainda iria trilhar.      

A segunda peça apresentada é de Frederick Delius. Nascido em Bradford, ao norte da Inglaterra, filho de uma família ligada ao comércio, o compositor teve que se mudar para a Flórida para cuidar dos negócios da família. Seu pai então permitiu que ele fosse estudar no Conservatório de Leipzig, onde seu amigo Grieg ajudou a convencer a família de Delius a deixá-lo seguir a carreira musical. A música de Delius sempre traz títulos ligados à natureza, como um Jardim de Verão e Passeio no Jardim do Paraíso.

Esse título, Passeio no Jardim do Paraíso, é o nome do bar, na Ópera a Village Romeo and Juliet, do próprio compositor, onde um casal dança a noite inteira.

Na segunda parte o programa traz mais uma peça de um compositor inglês. Trata-se das Cinco Variações sobre a Canção Dives and Lazarus, de Vaughan Williams, que estreou em 1939, na cidade de Nova York. Segundo o próprio compositor, essas variações não são réplicas exatas da música original, encontrada em antigos manuscritos do século 16.

Para Vaughan Williams, são reminiscências de várias versões de sua coleção particular de peças antigas, e é uma representação musical da história bíblica do Rico e Lázaro. Na estreia americana, em 1939, das Variações sobre Dives and Lazarus, a Filarmônica de Nova York foi regida por Sir Adrian Boult que, mais tarde, ainda no ano de 1939, regeu a estreia britânica da Ypeça, no Colston Hall, de Bristol.

A última peça é Sinfonias para Instrumentos de Sopro, de Igor Stravinsky, apresentada, pela primeira vez, em Londres, no Queens’s Hall em 1921. dedicado à memória de Claude Debussy, falecido em 1918, a obra foi recebida, inicialmente, com risos por uma plateia não acostumada ao trabalho experimental do compositor. 

Stravinsky usou a palavra sinfonias, no plural, para dar a conotação mais antiga e mais ampla da palavra, do grego "soar junto". A sinfonia é baseada em elementos folclóricos russos, e construída de episódios contrastantes em ritmos diferentes, mas todos relacionados.

Produção: Fernando Neiva

Apresentação: Sidney Ferreira

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Episódio do programa Harmonia

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