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Harmonia

Conheça mais sobre o balé Daphnis e Chloé, de Maurice Ravel

O Harmonia desta terça-feira destaca o balé Daphnis e Chloé, de Maurice Ravel, cuja estreia aconteceu em 8 de junho de 1912, no Théâtre du Chatelet em Paris.

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O Harmonia desta terça-feira destaca o balé Daphnis e Chloé, de Maurice Ravel, cuja estreia aconteceu em 8 de junho de 1912, no Théâtre du Chatelet em Paris.

Em 1909, o diretor da companhia de dança Ballets Russes, Sergei Diaghilev, impressionado com o talento de Ravel, encomendou ao compositor a partitura para o balé Daphnis et Chloé.

A obra foi baseada em um romance pastoral do poeta grego Longo, que viveu no século 2, e que Ravel, compositor meticuloso e detalhista, levou três anos para concluir.

Ravel definiu o balé Daphnis e Chloé como uma sinfonia coreográfica, que teve nos papéis principais os bailarinos russos Nijinsky e Karsavina, dirigidos pelo dançarino Michel Fokine. O balé tem apenas um ato, dividido em três cenas com a duração de uma hora. 

Uma grande orquestra e um coro compõe a partitura, mas, para a execução sem o balé, Ravel criou uma suíte orquestral, em duas partes, sendo a segunda a mais popular e a mais tocada nas salas de concerto.

A ideia do poema coreográfico La Valse, de Ravel, começou em 1906, com o título Vienne, e depois Wien, respectivamente o nome da cidade de Viena em francês e em alemão.
    
Com La Valse, Ravel queria homenagear a forma da valsa e também a obra de Strauss Filho, símbolos da capital austríaca, mas houve uma ideia anterior, que ele ouviu na valsa da ópera Le Roi Malgré, de Emmanuel Chabrier. Ravel já havia usado o gênero em suas Valsas Nobres e Sentimentais, de 1911.    

Embora não tenha se casado e nem tido filhos, Ravel às vezes se inspirava no universo infantil para criar suas obras. Entre elas, Ma mère L’oye, Mamãe Gansa, é a que mais se dirige às crianças.O título se refere à obra de Charles Perrault, do século 17, Os Contos da Mamãe Gansa, mas também a outras histórias da mesma época.

Nos anos de 1904 e 1905, Ravel compôs Miroirs – Espelhos – uma suíte de cinco peças curtas para piano, e que mais tarde, o compositor decidiu orquestrar.

Uma dessas peças, Alborada del Gracioso, lançada em 1919, quase quinze anos depois do lançamento, foi criada originalmente para um balé, e tem sido gravada com frequência, e entrou no repertório de peças de concertos.

A orquestração da Alborada del Gracioso foi ideia de Diaghilev, o empresário dos Ballets Russes, e que em 1909 já havia encomendado a Ravel a música para Daphnis et Chloé, peça que tocamos no início do programa.

Diaghilev ficou tão impressionado com a Espanha em 1916, que encomendou balés a vários outros compositores sobre temas espanhóis.

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