Episódio

Música e Músicos do Brasil

Especial da Independência do Brasil

Programa volta ao início do séc. 19 e apresenta um pouco da paisagem musical que acompanhou as transformações do país

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Foto: Wikipedia

Na semana em que o Brasil celebra sua Independência, o Música e Músicos do Brasil deste sábado (5) volta ao início do século XIX para conhecer um pouco da paisagem musical que acompanhou as transformações do país.

O programa destaca uma obra que se tornou um dos símbolos desse processo: o Hino da Independência. A história dessa música começa antes mesmo da proclamação da Independência. Em 16 de agosto de 1822, poucas semanas antes do chamado Grito do Ipiranga, o jornalista, poeta e político Evaristo da Veiga escreveu, no Rio de Janeiro, os versos que ficariam conhecidos como o “Hino Constitucional Brasiliense”. O poema rapidamente ganhou circulação e recebeu uma primeira melodia, atribuída ao compositor português Marcos Portugal, então uma das figuras mais importantes da música da corte. Dois anos depois, em 1824, Dom Pedro Primeiro compôs uma nova música para os mesmos versos. É essa melodia que se consagrou como o “Hino da Independência do Brasil”. A primeira edição conhecida da obra, publicada naquele ano, traz o título de “Hino Imperial e Constitucional”.

Muito conhecido por sua atuação política, o primeiro imperador do Brasil também teve uma formação musical bastante ampla. Na infância, estudou com Marcos Portugal e, mais tarde, recebeu aulas de composição do austríaco Sigismund von Neukomm, discípulo de Joseph Haydn. As fontes da época descrevem Dom Pedro Primeiro como cantor e regente, além de instrumentista. Embora a vida política e sua morte prematura, aos 35 anos, tenham limitado sua produção, Dom Pedro I deixou obras religiosas, hinos e uma abertura. Essa última, composta provavelmente por volta de 1821, sobreviveu em manuscrito e teve uma história curiosa: apresentada em Paris em 1832, chegou a ser recebida por parte do público como uma composição de Rossini. O próprio Rossini contou, décadas depois, que o equívoco lhe rendeu muitos elogios.

A música que acompanhava a vida da corte brasileira era muito mais ampla. Com a chegada da família real portuguesa, em 1808, o Rio de Janeiro passou a concentrar músicos vindos de diferentes partes da Europa, ao lado de compositores que já atuavam no Brasil. Um dos principais era o padre José Maurício Nunes Garcia, nome fundamental da música brasileira do período. Outros nomes que se destacam nesse período, e que serão apresentados o programa, são o português Marcos Portugal e o austríaco Sigismund Neukomm.

O Música e Músicos do Brasil vai ao ar nete sábado, às 19h, na Rádio MEC.

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Episódio do programa Música e Músicos do Brasil

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