Concerto MEC
Concerto MEC destaca a ópera I Pagliacci, de Ruggero Leoncavallo
I Pagliacci é a única ópera de Leoncavallo executada ainda hoje com frequência

O Concerto MEC desta sexta-feira destaca a ópera I Pagliacci, de Ruggero Leoncavallo, que estreou em Milão, em 21 de maio de 1892, dirigida por Arturo Toscanini, e com a soprano austríaca Adelina Stehle, no papel de Nedda.
I Pagliacci é a única ópera de Leoncavallo executada ainda hoje com frequência.
O autor escreveu o libreto e a música, e contou que se inspirou em um incidente da sua infância, envolvendo um criado da família Leoncavallo, metido em acontecimentos românticos e que resultaram em seu assassinato.
No início a ópera se chamava Il Pagliaccio, ou O Palhaço, no singular, mas o barítono Victor Manuel, escalado para o papel de Tonio, pediu a Leoncavallo que mudasse o título para o plural, I Pagliacci, para assim aumentar a importância do seu personagem dentro da trama da ópera.
Esse gênero de ópera destoava do romantismo do fim do século 19, que procurava evocar estímulos emocionais e dramáticos.
O verismo procurava retratar a vida de modo mais realista possível, trazendo para o teatro personagens de classes mais pobres, antes vistos como inadequados para a literatura.
Puccini embora enraizado na ópera tradicional romântica da Itália, veio a se tornar um dos principais compositores do verismo.
Uma das óperas mais conhecidas de Puccini é Madame Butterfly, cujo libreto conta a história de um oficial americano, Pinkerton, que em 1904 tem um relacionamento com uma adolescente japonesa, Butterfly, ou Chô-Chô san, borboleta em japonês, e que ele abandona grávida, após o casamento.
Encerramos o Concerto MEC com Capriccio Sinfônico, obra da juventude de Puccini, cujo nome é mais associado às óperas marcadas pelo estilo do verismo realista do que à música sinfônica.
Mas a paleta orquestral usada no Capriccio Sinfônico fez com que alguns considerassem esta obra como um prenúncio do grande talento de Puccini como compositor de óperas.
E mesmo sendo uma obra da juventude do compositor, apresentada em Milão na sua graduação, em 1883, é obra de inegável riqueza.
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