Bossamoderna
Bossamoderna traz canções inspiradas em roupas
O programa inicia seu repertório com o carioca Noel Rosa perguntando
O Bossamoderna leva ao pé da letra uma gíria carioca dos anos 1930, e pergunta em dueto com o autor e intérprete, Noel Rosa: “Com que roupa?”.
Conferindo sensualismo ao traje, o mago Dorival Caymmi pincelou seu “Vestido de bolero”, em 1944. Sua filha Nana Caymmi regravou a pepita, em 1973. Outro compositor baiano, Assis Valente, “vestiu uma camisa listrada e saiu por aí”. A cantora paulistana Ná Ozzetti revisita, em 2009, esta cena de 1937, estrelada na época por Carmen Miranda.
O mineiro Ary Barroso replicou com sua “Camisa amarela”, um ano depois, em 1938, outro sucesso, na voz de Aracy de Almeida. Nara Leão reformou a roupa no disco que levou seu nome, em 1967. Danilo Caymmi veste seu “Casaco marrom”, parceria com Renato Correia e Gutenberg Guarabira. E envergando outro tipo de casaco, vamos tomar o “Vapor barato”, de Jards Macalé e Waly Salomão, com Gal Costa.
Jorge Ben, ainda antes do Jor, foi enfeitiçado pela “Menina do vestido coral”. João Bosco adiciona um toque francês ao embalo afro de “Pret-a-porter de tafetá”, parceria com Aldir Blanc. Da mesma matéria prima é feita “Tafetá”, de Tulipa e Gustavo Ruiz, com Tulipa e João Donato. Seu xará, o carioca João Nogueira, veste o “Terno branco”, confeccionado pela irmã, Gisa Nogueira. Já Milton Nascimento ostenta sua “Roupa nova”, parceria com Fernando Brant.
O pernambucano Lula Queiroga injeta voyeurismo em “Roupa no varal”, composição dele. O gaúcho Filipe Catto encena o drama passional de “Roupa do corpo”. De separação também fala o “Vestido estampado”, da mineira Ana Carolina.
E o Bossamoderna, que abriu seu vestiário com o carioca Noel Rosa perguntando “Com que roupa?”, fecha com o partideiro baiano Tião Motorista repetindo a pergunta, na voz de Jair Rodrigues, em “Minha roupa”.
Bossamoderna vai ao ar aos domingos, às 22h, pela MEC FM Rio.
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