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Bossamoderna

Bossamoderna apresenta o último programa sobre a Tropicália

Movimento completa 50 anos neste ano

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O Bossamoderna deste domingo (12), encerra a série sobre os 50 anos da Tropicália. O repertório conta com obras como “Expresso 2222”, de Gilberto Gil e “Ando meio desligado”, do grupo Os Mutantes.

O programa começa com a rumba “Soy loco por ti America”, de Gilberto Gil e de outro baiano tropicalista, José Carlos Capinan, em faixa do disco de estreia solo de Caetano Veloso, de 1967.

Caetano Veloso e Gilberto Gil radicaram-se em Londres, no começo dos anos 70. Gal Costa ficou sendo a literal porta voz dos recados cifrados do exílio. A obra “Como 2 e 2” foi um deles. A música faz parte do disco show emblemático “Gal Fa-Tal – a todo vapor”, que teve produção de Waly Salomão, em 1971.

Capa do álbum expresso 2222

Capa do álbum expresso 2222/foto: divulgação

No ano seguinte, Caetano Veloso enviava seu próprio manifesto, através do álbum vanguardista “Transa”, gravado em Londres, com participação de Jards Macalé. O Bossamoderna destaca “Nine out of ten”, faixa desta obra.

Em 1972, Caetano Veloso e Gilberto Gil conseguiram retornar ao Brasil depois do exílio em Londres e junto com o conterrâneo baiano Clementino Rodrigues, o Riachão, apresentaram a obra “Cada macaco no seu galho”. No mesmo ano, Gilberto Gil destacou – se com a faixa título de seu álbum de retorno ao país “Expresso 2222”.

Gilberto Gil também trouxe na bagagem memórias do exílio. Esta edição do Bossamoderna apresenta sob a forma do rock “Back in Bahia”, que Rita Lee gravou em faixa do disco “Refestança”, de 1977.Em outra faixa de seu “Expresso 2222”, Gilberto Gil decreta o fim do sonho hippie alternativo, através da obra “O sonho acabou”.

Esta edição apresenta também a obra “Ando meio desligado”, do grupo Os Mutantes. A composição da obra foi produzida por Arnaldo Batista, Sergio Batista e Rita Lee. O Bossamoderna destaca outra obra do mesmo coletivo, “Balada do louco” em regravação de Ney Matogrosso, expoente do grupo Secos & Molhados, em faixa do disco “Bugre”, de 1986.

Desligado dos Mutantes, Arnaldo Batista faria sua obra prima, o álbum “Loki?”, de 1974. Esta edição apresenta a música “Cê tá pensando que eu sou loki?”

A Tropicália deixou um grande legado para a música nacional, um deles foi o coletivo Novos Baianos. O Bossamoderna destaca o hino “Dê um rolê”, de Moraes Moreira e Galvão, em regravação do disco “Infinito circular”, de 1997.

Esta edição apresenta também a faixa “Tô”, samba de Tom Zé, em parceria com Elton Medeiros, clássico do álbum “Estudando o samba”, de Tom Zé, de 1976.

Outro destaque do programa é a faixa “Épico”, do álbum “Araçá azul”, que foi gravado por Caetano Veloso, em 1972.

Em 1993, Caetano Veloso e Gilberto Gil revisitaram o conceito do movimento em “Tropicália 2”, a obra em destaque nesta edição é “Haiti”.

O Bossamoderna encerra este último programa sobre os 50 anos da Tropicália com a faixa “Tudo dói”, de Caetano Veloso, em faixa do disco “Recanto”, de Gal Costa, que foi produzido e composto por Caetano, em 2011.

Bossamoderna vai ao ar todo domingo às 22h pelas Rádios MEC AM e FM com reprise toda quarta às 21h na MEC AM. Você pode ouvir também o programa pelo player que está disponível no topo da página. Envie seus pedidos de músicas, participação ou informações da programação também pelo Whatsapp (21) 99710-0537.
 

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