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Bossamoderna

Bossamoderna apresenta diálogos entre letras de modernistas brasileiros

Programa apresenta músicas como "Preciso aprender a ser só" e a

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Nesta edição do Bossamoderna difunde alguns diálogos internos promovidos pelos modernistas nas letras de suas canções. Como a composição de Marcos e Paulo Sérgio Valle intitulada “A resposta”, gravada no LP de estréia de Marcos, “O compositor e o cantor”, de 1965. Gravada apenas dois anos antes pelo Tamba Trio: “Sonho de Maria”, contrasta na letra com a diatribe anterior. A dupla Marcos & Paulo Sérgio Valle também perpetrou uma das mais lindas baladas da bossa, “Preciso aprender a ser só”. A composição, lançada em 1965, teve réplica do compositor baiano Gilberto Gil, “Preciso aprender a só ser”, em 1973.

Das polêmicas da MPB, a mais notória foi a travada entre Noel Rosa e Wilson Batista, na década de 1930. A querela foi aberta pela provocadora “Lenço no pescoço”, de Wilson e rebatida por Noel em “Rapaz folgado”. As duas são cantadas por Pedro Amorim e Mariana de Moraes, neta do poeta Vinicius, em trecho do show gravado ao vivo “A alegria continua”, de 1997. Do mesmo poeta Vinicius, são a letra e música de “Medo de amar”, que Nana Caymmi cravou, em 1975. Ela originaria a suíte de Sueli Costa e Tite de Lemos, “Medo de amar no. 2”, por Simone.

Em 1957, “Chove lá fora”, de e com Tito Madi, teve tal sucesso que gerou, no ano seguinte, a sequencia, “E a chuva parou”, de Ribamar, Vitor Freire e Esdras Pereira da Silva.

Logo no disco de estréia, em 1939, ao lado da maior estrela da época, Carmen Miranda, Dorival Caymmi disse a que veio, e lançou moda: “O que é que a baiana tem?” O estrondoso êxito ganhou resposta mordaz dos compositores Joel de Almeida e Pedro Caetano, “O que é que tem?”, gravada por Dircinha Batista, em 1939. A cantora e compositora carioca Antonia Adnet, reacende a polêmica. Do irmão de Joel, Janet de Almeida, em parceria com Haroldo Lobo, “Pra que discutir com madame”, ganhou o mundo na recriação de João Gilberto. Os compositores Joyce Moreno, Carlos Lyra e Roberto Menescal rebateram o mote em “Madame quer sambar”, gravada pelo grupo vocal Os Cariocas no disco “Estamos aí”, de 2013.

Agora a questão é instrumental. O tema “O barbinha branca”, de Luiz Bonfá e Tom Jobim, gravado por Bonfá, em 1955, é apropriado por João Gilberto no matreiro “Um braço no Bonfá”, assinado por ele, em 1960. E essa edição “A resposta” fecha com duas gravações da cantora e compositora Maysa. Na primeira, “Demais”, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, ela parece encarnar a personagem difamada da letra. Na seguinte, “A resposta”, do disco de estréia de 1956, Maysa já antecipava futuros desafios e desafetos:“Só digo o que penso/ só faço o eu gosto/ e aquilo que creio. (Tárik de Souza)

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