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“Hétero Sigilo” estreia no Rio com relato sobre homofobia e silêncio

Monólogo de Bernardo Dugin, dirigido por João Fonseca, nasce de episódio real

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O espetáculo “Hétero Sigilo”, em cartaz no Rio, mergulha em temas como heteronormatividade, violência simbólica e os impactos psicológicos de viver sob o silêncio imposto pela sociedade.

Idealizado, escrito e protagonizado por Bernardo Dugin, o monólogo, dirigido por João Fonseca, surgiu após um ataque homofóbico sofrido pelo ator e seu namorado durante uma missa de sétimo dia, em 2023 — episódio que ganhou repercussão nacional e desencadeou um debate jurídico sobre liberdade religiosa e discurso de ódio.

No palco, Dugin constrói um relato pessoal e contundente sobre os mecanismos sociais que levam ao disfarce e à repressão da identidade. A montagem propõe uma reflexão sobre os “pactos de sobrevivência” assumidos por pessoas LGBTQIAPN+ em ambientes hostis. 

Antes de sua estreia teatral, “Hétero Sigilo” já havia se consolidado como projeto transmídia. A iniciativa ganhou força com a “Caixa do Sigilo”, instalada na Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ em São Paulo, além do perfil nas redes sociais que alcançou milhões de visualizações ao abordar, com ironia, o cotidiano de quem vive no anonimato.

Clique no player e ouça uma entrevista com Bernardo Dugin.

Serviço:
“Hétero Sigilo”
Teatro Laura Alvim – Ipanema (RJ)
06 a 29 de março de 2026
Sextas e sábados às 20h | Domingos às 19h
Ingressos: R$ 60 (inteira) | R$ 30 (meia)
Classificação: 18 anos

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Episódio do programa Arte Clube

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