Arte Clube
Cia de Teatro Nu Escuro apresenta suas criações coletivas
Grupo traz dois espetáculos ao Festival Palco Giratório, em
A Companhia de Teatro Nu Escuro, de Goiânia (GO), traz ao Rio dois espetáculos, dentro do Festival Palco Giratório: "O cabra que matou as cabras" e "Plural". O grupo é formado por atores/encenadores que trabalham coletivamente, de forma horizontal, ou seja, todos os integrantes podem exercer qualquer função na montagem, de acordo com o espetáculo. Desde 1996, a Cia já montou 14 espetáculos e realiza oficinas de formação profissional e de público em diversos estados brasileiros e também no exterior, consolidando-se como uma das principais companhias de teatro do Centro-Oeste.
Em entrevista ao Arte Clube desta quarta-feira (06/05/15), o dramaturgo, integrante do grupo e diretor do espetáculo "O cabra que matou as cabras", Hélio Fróes, contou a história da Cia e falou também das inspirações, que vieram de contos medievais e também da literatura de Cordel, do Nordeste brasileiro.
"É uma comédia, uma farsa francesa, da idade média, se chama "a farsa do advogado pathelin". E a gente tráz para o Brasil misturando com a cultura popular brasileira. Então entra muito cordel, muita música brasileira, entra os bonecos de mamulengo. Então a gente abrasilerou e virou 'O cabra que matou as cabras'. É um pastor de cabras que acaba devorando pra vender as peles e tudo várias cabras do padrão dele. E acaba indo parar no tribunal. E a forma que um advogado trapaceiro tenta resolver. É um querendo enganar o outro que todos se enganam no final. Uma bagunça, uma comédia de reviravoltas", explica o dramaturgo.
Falou, ainda, sobre o espetáculo "Plural", também encenado pela Cia Nu Escuro, que parte de histórias de mães reais do interior goiano.
Clique no player acima para ouvir a entrevista completa.
O programa Arte Clube vai ao ar de segunda a sexta, a partir das 18h05, pela rádio MEC AM.
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