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Chiquinha Gonzaga encontra o samba em romance de Igor Miguel Pereira

Foto: Divulgação
O último maxixe fabula encontro da compositora com o samba, o rádio e o cinema falado no Brasil
E se Chiquinha Gonzaga tivesse presenciado de perto a ascensão do samba que nascia no Estácio? Essa é a pergunta que move "O último maxixe" (Ed. Patuá), romance de estreia de Igor Miguel Pereira. Ambientada na Lapa dos anos 1930, a trama acompanha a compositora em seus últimos anos de vida, diante das transformações provocadas pelo rádio, pelo cinema falado e por uma nova batida que mudaria a música brasileira.
A ficção histórica parte de uma questão real: embora tenha vivido os primeiros anos de popularização do samba, a compositora não deixou registros sobre sua relação com o gênero que se tornaria símbolo da música brasileira.
Ambientada na Lapa dos anos 1930, a trama acompanha uma Chiquinha Gonzaga já octogenária, convidada a compor a trilha do primeiro filme musical brasileiro. Durante o trabalho, ela entra em contato com músicos do Estácio e com uma nova forma de tocar samba, marcada pelo surdo, tamborim e cuíca. Fascinada pelo ritmo que desafia seus conhecimentos, a pianista transforma a tentativa de decifrá-lo em sua última grande obsessão.
Misturando personagens reais e fictícios, o livro reúne nomes como Noel Rosa, Cartola, Ismael Silva, Carmen Miranda e Mário de Andrade, em cenários históricos do Rio de Janeiro.
Igor Miguel Pereira nasceu em Angra dos Reis, em 1989. Mora no Rio de Janeiro. É escritor, e trabalha como roteirista e redator. Integrou projetos como as séries “Poesia e Prosa com Maria Bethânia” (2016 e 2017) e “O Tempo e a Música: Noel Rosa e Tom Jobim” (2016, 2017 e 2018), ambas exibidas pelo Canal Arte 1, “Filosofia e Música” (2019), tendo como convidados Tom Zé, Marina Lima, Lenine e Nando Reis, vencedor do Prêmio de Melhor Programa de Variedades: Rio Creative Conference 2019.
Na direção de documentários participou do projeto “Dolores Duran: O Coração da Noite” (2023), exibido no Festival In Edit e pelos canais Curta! e Amazon Prime, e no Oju- Roda Sesc de Cinemas Negros- 2024. E codirigiu “Chiquinha Gonzaga: Música Substantivo Feminino” (2023), também exibido no Festival In Edit e pelos canais Curta! e Amazon Prime.
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